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Terapias artísticas e criativas

Os seres humanos sempre se utilizaram de meios artísticos como ferramenta terapêutica. As artes rupestres, por exemplo, atuavam como uma manifestação mágico-religiosa pela sobrevivência do grupo na sociedade paleolítica. Posteriormente, em momentos cruciais do corpo social como: “saúde e doença” e “nascimento e morte”, as artes eram ferramentas curativas que, por meio da figura de um líder religioso e da utilização de objetos sagrados, interligava o divino e o homem. Tais rituais estavam acompanhados de pinturas, danças, músicas, vestimentas especiais, orações e relatos sagrados. Algumas sociedades continuam aplicando tais conhecimentos até a atualidade.

Quando Descartes, século XVII, desenvolveu o dualismo “corpo e mente”, o corpo se transformou em uma máquina a ser estudada. Tendo a liberdade para explorar o corpo, consequentemente, iniciou-se uma visão mecanicista da medicina na qual afirmava que a doença era algo que não funcionava bem e cabia ao médico consertar.

Não obstante, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1948, propôs saúde como um bem-estar completo nos âmbitos físicos, mental e social, a sociedade permitiu a reaproximação das artes como formato mecanismo para o alcance e preservação da saúde.

Segundo a Associação Profissional Iberoamericana de Terapeutas Artísticos e Criativos, as terapias artísticas e criativas se caracterizam pelo processo de criação através das linguagens artísticas provindas da arteterapia, musicoterapia, teatroterapia, dançaterapia e psicodrama para facilitar os processos terapêuticos promovendo o bem-estar biopsicossocial.

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