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  • Foto do escritorMar de Afetos

O que é arteterapia?

Surgindo no século XIX (DEZENOVE) na Inglaterra e nos Estados Unidos, após a devastação da Segunda Guerra Mundial, a arteterapia se apresentou como uma forma de cuidado para com os soldados em virtude das consequências e dos traumas ocasionados pelos conflitos bélicos. Nesta época, as comunidades artísticas e psicoanalíticas se uniam em prol da investigação dos benefícios da arte para o tratamento de pessoas portadoras de doenças mentais e traumas.


As terapias através da arte podem atuar como:


  • Arte terapêutico: movimento de artistas e sanadores em que se utilizam da criação artística a fim de ajudar pessoas ou o mundo.

  • Arte como terapia: aonde a arte opera como processo criador e, por fim, terapêutico em si, no qual o terapeuta atua como facilitador da expressão criativa a fim da promoção do bem estar biopsicossocial e crescimento pessoal.

  • Arte em terapia: em que as criações artísticas funcionam como facilitador para a expressão verbal, tomada de consciência e da construção de vínculo entre o mundo interno e externo existindo enquadres psicoterapêuticos específicos.

Durante a construção da profissão, muitos teóricos de diversas áreas influenciaram para a conceitualização e prática da arteterapia, entre eles: Margaret Naumburg, Edith Kramer, Natalie Rogers e Adrian Hill[1].


Atualmente, existem várias Instituições ao redor do mundo que continuam a definir o que é arteterapia:

  • Para a British Association of Art Therapists, BAAT, a arteterapia é uma forma de psicoterapia que se utiliza da arte como principal modo de expressão e comunicação[2].

  • De forma semelhante pensa a União Brasileira de Associações de Arteterapia, segunda tal Instituição, a arteterapia se caracteriza como o uso da arte como base para o processo terapêutico[3].

  • Na Espanha, a Associação profissional espanhola de arteterapeutas (ATe), afirma que a arteterapia é uma profissão assistencial na qual se utiliza da criação artística a fim de facilitar a expressão e resolução de emoções, conflitos emocionais ou psicológicos, cuja fundamentação teórica e metodologia se sustentam principalmente na teoria da arteterapia, psicologia analítica de grupos, psicologia dinâmica e teoria da arte contemporânea[4]. Enquanto que, para a Federación Española de Asociaciones e Arteterapia (FEAPA), a arteterapia é

o processo de criação através da linguagem artística para acompanhar e facilitar os processos psicoterapêuticos e promover o bem-estar biopsicossocial, numa relação terapêutica informada e pactuada com as pessoas e / ou grupo de pessoas que dela necessitem. Assenta no potencial terapêutico da criação artística num enquadramento adequado, com o objetivo de promover dinâmicas de transformação sobre: ​​formação pessoal e social, desenvolvimento expressivo e criativo, mudança de posicionamento subjetivo e, se for caso disso, elaboração sintomática[6].

Embora existam diversas definições, a interligação está no uso da expressão artística, do processo criativo e da criatividade como ferramenta do processo terapêutico a fim da promoção de bem estar biopsicossocial.


Assim como psicolgia possui diversas abordagens, o mesmo acontece na arteterapia, apresentando diversos como: gestalt, psicoanálise, transpersonal, humanista, narrativo e etc.

[1]Hill foi o introdutor da terminologia arteterapia após experimentar a utilização da arte durante seu período internado por pneumonia (Klein, 2009). Naumburg transcendeu o uso da arteterapia ao uni-la com a psicanálise e utilizá-la em seu próprio consultório, para além de usá-las nos meios de educação com a criação da escola Walden. Kramer, também psicanalista, por outro lado, foi grande repercussora da metodologia arte como terapia (UBAAT). Natalia Rogers criou o modelo de criação criativa, enfocada no sujeito no qual o processo criativo é um estimulador da criatividade. [2] https://www.baat.org/About-Art-Therapy [3] https://www.ubaatbrasil.com/ [4] Informação retirada do site da Ate. [5] http://feapa.es/que-entendemos-por-arteterapia/

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